CIGC - Centro de Interpretação Geológica de Canelas

Novos achados

Crinóide, muito especial.
Crinóide, muito especial.

Basilicus, uma trilobite misteriosa.
Basilicus, uma trilobite misteriosa.

Ogyginus, com cistóide acoplado
Ogyginus, com cistóide acoplado

Icnofóssil, uma obra de arte com cerca de 500  milhões de anos.
Icnofóssil, uma obra de arte com cerca de 500 milhões de anos.

Trilobite marcada.
Trilobite marcada.

Trilobites ordenadas…
Trilobites ordenadas…

 

Fósseis excepcionais, da Louseira de Canelas:

«As 7 Maravilhas de 2009»

O trabalho diário na Louseira de Canelas, tem durante um ano episódios múltiplos e irrepetíveis, que religiosamente se registam em fotografias, também se escrevem notas, que merecem no final de cada ano um resumo em forma de notícia, de que outros estudos mais avançados no futuro podem retirar proveito…

Escolher os sete melhores fósseis de 2009, não é tarefa fácil, optei pela raridade, pela novidade, pelo imaginário transmitido e pela estética, as questões científicas as mais delicadas, deixo-as para os cientistas.
O ano de 2009, não foi como outros, tão rico em novidades, os números são percentualmente inferiores aos anos anteriores, justificado pelos trabalhos realizados não terem coincidido com tanta frequência sobre as estreitas e raras camadas fossilíferas.

Durante este ano, foram recuperados 161 vestígios fósseis de trilobites, em estado completo ou com interesse para estudo, assim como outros fragmentos de exúvios não inventariados, também foram armazenados oito outros invertebrados fósseis, e dois icnofósseis, todo este material foi recuperado no interior da Louseira nas camadas produtivas.

As Trilobites, as rainhas dos mares Ordovícicos, são em Canelas um caso excepcional, pelo gigantismo ostentado, reconhecido já no trabalho pioneiro do Professor Décio Thadeu, publicado em 1956.

Actualmente a Classe Trilobita é constituída por oito ordens, das quais em Canelas se conhecem até ao momento quatro, sendo duas as mais representadas em termos numéricos pois só elas são detentoras neste registo de mais de 90% do material encontrado. Em primeiro a ordem Asaphida, com mais de 50%, seguindo-se a ordem Phacopida a rondar os 40%.

Todas as espécies descritas na pedreira deram sinais de vida durante o ano, sendo a mais representada, pela primeira vez a espécie Ogyginus forteyi, fantástico o segundo lugar alcançado pela espécie Basilicus? n. sp., provavelmente a mais enigmática, atendendo há sua restrita localização estratigráfica.

Um acontecimento inédito nas últimas duas décadas, foi o aparecimento de trilobites de espécies ainda não identificadas nas camadas abaixo da Louseira, ou seja em camadas mais antigas cronologicamente.

Os materiais recolhidos na designada “Parte Alta”, oposta á anterior, não fazem parte destas estatísticas actuais, os fósseis aí recolhidos de forma sazonal e artesanal, são provenientes de camadas não produtivas e sobre as quais ainda não é feito um registo sistemático.

Para além das trilobites excepcionalmente coloridas nestas camadas, algumas delas podem ser inéditas e merecedoras de estudos mais avançados, existem também associados nesta zona outros invertebrados fósseis, faunas em parte distintas das provenientes do interior da pedreira. Destaca-mos nestes níveis o aparecimento de novos equinodermes, que pertencem ao grupo dos crinóides, ainda muito mal representados em Canelas, e que se caracterizavam por viverem fixos ao fundo do mar.

Uma vez que nesta jazida se fala muito em gigantismo de espécies, não posso deixar de eleger como a primeira maravilha a maior de todas, encontrada este ano, sendo também a maior encontrada até hoje desta espécie Nobiliasaphus delessei (DUFET, 1875). Apareceu como um brinde a 2009, e ostenta um comprimento corporal de 530 mm, atendendo a que a sua ponta caudal longa e fina de secção circular, atingiria a mesma dimensão do pigídio, (já observado em exemplares que milagrosamente a conservaram, ver foto), que neste caso mede 200 mm, é muito fácil calcular que este exemplar atingiria os 730 mm de comprimento máximo, provavelmente um recorde Mundial!

A maior trilobite de 2009.

A maior trilobite de 2009.

CIGC Geologia Fósseis Notícias Galeria
Como visitar Louseira de Canelas O que são Trilobites Eventos  
  Onde Estamos História Geológica da Região As trilobites de Canelas Visitas Contactos  
  Como Chegar Rota do Paleozoico Outros Fósseis Galeria    
  Contactos Icnofósseis Novos Achados    
    Referências Bibliográficas Comentários    
Copyright © CIGC - Centro de Interpretação Geológica de Canelas 2008 - Todos os direitos reservados. | Powered by Tendência Visual